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sábado, setembro 22, 2007

The Buraca Three















Wagnão
, Daniel e Moses.

Se só o mencionar destes nomes em cadência faz tremer muito cidadão cumpridor da lei, ordem e bons costumes, imaginemos o estado de espírito dos adversários do Estrela amadorense quando têm o desprazer de olhar para as suas fronhas...

O pior desta situação? Este trio da Buraca não defrauda expectativas. Está no relvado para fazer precisamente aquilo que poderiamos pensar à primeira vista. Intimidação. Terror. Medo. Uma força bárbara que não se refreia. Um trio ensemble sedento de uma nota sangrenta que não os saciará. Semear o pânico? Certamente.
Aqueles que gostariam de se refugiar na sua cobarde realidade alternativa podem tirar o cavalinho da chuva:

-"Ah, aquele gentil senhor com 1,90m de altura, 2,30m de largura e cara de personagem secundária num filme do Chuck Norris até pode ser boa pessoa. Não sejamos preconceituosos. Concerteza que até tocará sonatas de Schubert num delicado fliscorne.", segredou o inocente gladiador Tonel a Polga as suas impressões sobre Moses dois minutos antes deste lhe deslocar a clavícula à dentada.

Porém, nem tudo é chapa quatro com estes senhores. Também nos é presenteada, embrulhada com um papel festivo e atada com um laçarote extremamente fofuxo, a doce ironia que por demasiadas vezes transforma o Mundo da Bola numa caixinha de surpresas: O brasileiro Duda precisou de sair do Porto para o Boavista para ser campeão.
Ah não, isto não tem nada a ver...afinal aqui não há ironia nenhuma. É que estes três estarolas da Buraca têm mesmo ar de seguranças de discoteca, apesar de serem eles quem arma a bela bronca na dita cuja.

Ei! Alguém falou em "bronca na discoteca"? É que seria capaz de jurar que já vi o prodigioso guri Leandro Lima a cantar alegremente essa cançoneta em qualquer lado.

Ah não, é aquele gajo que tem um penteado igual ao dele, mas que canta o clássico intemporal "Puta Vida, Merda Cagalhões". Que curiosamente foi o que Wagnão disse ao último pobre tolo que tentou passar por ele em velocidade...antes de lhe arrancar o nariz à cabeçada, claro.

Sábias palavras.

sábado, junho 23, 2007

Milli Vanilli do Sado


No dealbar da década de 90, o Mundo assistia perplexo à queda de um mito. Petizes choravam rios de lágrimas que desguavam sem apelo nem agravo bem fundo nas incautas almas de todos nós, que apenas imploravam um fim para este desgraçado sofrimento que nos fazia definhar e tornava o povo em meros cadáveres andantes. Sim, os Milli Vanilli eram uma fraude. Desgraça. Tragédia.

Será que aquela sedutora mistura entre a jovial irreverência do reggae, a suave candura de uma balada pop e a hipnotizadora batida ritmada da dance music teria sido apenas um bonito sonho? Basbaques mal intencionados vociferavam alarvemente que as angélicas e pungentes vozes - a fazer lembrar um guardião do Sporting Clube de Portugal - do harmonioso duo Rob e Fab não seriam realmente as deles. Ignomínia! Que o playback seria a poção mágica dos seus sublimes concertos e que as formosas vozes que se ouviam no seu album de sucesso teriam sido cantadas por outros pobres diabos. Vitupério!

Pois bem, no infame dia 12 de Novembro de 1990 - jornada marcada a sangue escarlate no calendário de qualquer amante da vida que se preze - esta suspeita seria confirmada pelo agente do ex-duo maravilha.

Foi o dia em que todos nós perdemos a inocência. Os Milli Vanilli cairam em desgraça e com eles arrastaram, numa dolorosa espiral de decadência, todo o espírito e moral da civilização Ocidental.

Porém, um par de anos após a tragédia que mudou a face do Planeta Terra, os sábios responsáveis do Vitória Futebol Clube, agremiação sita na amistosa localidade de Setúbal, Land of The Yekini, decidiram devolver o sorriso ao atormentado povo terráqueo. Num encantador assomo de altruísmo, os sadinos definiram a estratégia para colocar o clube nas bocas do Mundo: reunir Rob e Fab, desta feita no gracioso relvado do Bonfim. Não eram jogadores de futebol? Não há problema. Estamos a falar de um clube que viria a albergar Nogueira uns anos mais tarde.

Os primeiros contactos efectuados revelaram-se uma enorme montanha - tipo Vujacic - impossível de escalar. Rob encontrava-se a trabalhar como assistente do controlador de qualidade de comida de gato no Tajiquistão, enquanto Fab labutava como estagiário na indústria de remoção de fezes de ratazana nos esgotos de Nay Pyi Taw, Myanmar, ex-Birmânia.

Derrotados por não lhes conseguirem oferecer melhores condições em Setúbal, os dirigentes sulistas, sempre argutos, usaram a história em seu favor. Pois se os verdadeiros Milli Vanilli não passavam duma espécie de duplos, que melhor solução para o busílis do que arranjar um par de duplos deles próprios? Assim foi.

Seguindo uma linha de pensamento muito própria do balón luso, o primeiro passo seria buscar um refugiado à Serra Leoa e pô-lo a treinar(na verdade, o gajo veio de Castelo Branco, mas assim soa melhor). Eis Sessay.
O seu compagnon de route teria obrigatoriamente que falar com o adocicado e cantante sotaque de Vera Cruz. Procedimento? Uma viagenzita à Maia. Mete jogador no carro. Arranca. Veste camisola verde-e-branca ao jogador. Setúbal. Trava. Ajeita o bigode. Sai do carro. Inventa frase à pressão. Apresenta "esta grande esperança do futebol brasileiro, ex-internacional das camadas jovens, chegou mesmo a relegar o Cafú para o banco". Palmada nas costas do jogador. Posa em conjunto para os flashes. Sai em triunfo. Eis Elísio.

Sucesso? Nem por isso. Os sadinos, gente conhecedora da esfericidade da bola, cedo se deram conta que o abichanado duo não era mais que uma reles imitação de Kiki, mas - horror - em duplicado.
De Setúbal para o Mundo, as notícias correram céleres (ao contrário de Sessay), e o Planeta chorou. Lágrimas de sangue, despojos vencidos de uma falsa esperança copiosamente derrotada pela lei do esférico. Pois o regresso fora implacavelmente abortado. A bola não mente.


Post Scripum Cromatium: Ao jeito de off-topic, um pensamento solto: que belo teria sido se o ex-amadorense Mazo tivesse jogado na equipa do Sado.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Dinisandokan

Sandokan.
Sandokan.
Warm and tender is the love
and people know the way to love
cruel and bloody is the war
and people know how to make war
but the people can be unfair
and there's no one to help them there
I love my people
I love my land
and everybody seems to understand
all together
all together
now together
hand in hand let's go to the sun.

Sandokan
Sandokan.
Make me warm and I will be the one

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Tanta fartura

Mitharsky,Ben-Hur,Secretário,Dane,Caccioli,Brazete,Carlos Fonseca,Barnjak,Medane,Gena,Celestino,Lula.

O que têm estes nomes em comum?

Sim, jogavam à bola. Pois, eram cromos. O melhor de tudo? Jogaram no mesmo clube.

Afortunados famalicenses, que tiveram tal pleíade de talento cromífluo puro à sua disposição.Em quatro aninhos apenas na Primeira Divisão (90-94) conseguiram reunir esta colecção invejável, e barrar mel doce e pegajoso nas pupilas dos olhos minhotos.

A colectividade famalicense deixou saudades quando largou amarras com o intuito de ir buscar especiarias às melindrosas terras das Divisões secundárias. Não mais voltou, e o outrora orgulhoso viveiro de cromos é agora uma pequena poça de água castanha com dois ou três girinos chamados Kiwi (que também já deu o real baza), Chicabala ou Diop.

Salve-se a marca de equipamentos Lacatoni e o ambicioso patrocínio (800 anos de foral), que revelam à sua maneira uma indomável vontade de colocar o postal do Municipal 22 de Junho no correio da Primeira Liga.

Fica a recordação de equipamentos brancos cobertos de lama, cheiro a sovaco, amendoins e sangue nas chuteiras de Tanta.

Sai uma chamuça e dois autogolos para a mesa do Professor Celestino.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Jorge "O Duro" Soares


Hoje decidimos recuperar a memória de um defesa-central que fez História no nosso querido Portugal. De Faro ao Funchal, passando por Lisboa e assentando arraiais no cálido luso-britânico Algarve. Nunca tanta asneira foi espalhada por um território tão vasto. Seu nome é Soares, Jorge Soares, e as memórias que nos proporcionou são indeléveis.

Jorge Manuel era um corpulento rapaz com ambições desmedidas. Figurar na galeria dos notáveis era o que lhe aquecia a plácida alma alentejana. De uma forma ou outra, lá o conseguiu. Chamem-lhe pouco ortodoxo. Ele não quer saber. Ele cospe na vossa face, ajeita o cabelo forrado a gel barato e sorri num esgar carregado de desdém.

Foi no São Luís que o Jorge cresceu para a bola. Cresceu e cresceu até não caber mais no microclima Farense, rodeado de Paixões, Serôdios e até uns esporádicos Kings. 1,87m de valentia e raça sem par seguiram então num autocarro Renex via Lisboa. Lá, sob escrutínio diário televisivo, radiofónico e adeptóniofal, as fraquezas do Jorge foram expostas num palco nacional.

Os ensinamentos de Tahar, o Khalej e Paulo Madeira foram essenciais. Tal como o clã Tanaka transformou um jovem Frank Dux (obrigado, Jean Claude Van Damme) numa máquina assassina com bom coração e olho clínico para as miúdas, estes dois transmitiram os seus ensinamentos ao jovem Soares com uma mão no ombro e um piscar de olho cúmplice.

Os ensinamentos eram partilhados de forma tão natural quanto óbvia. Tahar, o Khalej, mostrava a Jorge-San como arrumar um adversário da forma mais dura possível, com laivos de brutalidade, salpicando esta alva tela de óleo cor-sangue. Por outro lado, o guedelhudo Paulo Madeira tentava incutir no alentejano a arte de cometer no mínimo 3 fífias por desafio, e se possível um autogolo de quando em vez.

Não será necessário assegurar-vos do sucesso da missão. Jorge Soares mostrou-se um excelente aprendiz. Para além da sua mente aberta e sedenta de conhecimento, as suas naturais aptidões físicas ajudaram à festa. Os seus rins foram recentemente declarados pela Comunidade Científica do Sul de Zanzibar como "O Material Mais Duro Conhecido Pelo Bicho-Homem", suplantando o diamente por uma larga margem. Surgiram relatos vindos de Gizé, em papiros gastos(obviamente), que mencionavam o facto das Pirâmides locais terem sido construídas com os rins de antepassados do bom do Jorge.

Com todos estes atributos, seria altamente improvável que Jorge Soares não se transformasse numa máquina de inutilidade defensiva. Jogador extremamente regular, Jorge cometia erros brilhantes jogo atrás de jogo, partida atrás de partida, momento atrás de momento.

Porém, tal chorrilho de asneiras não era suficiente para o estóico defensor se dar por satisfeito. Vivíamos em plena Era Mário Jardel. 35 golos por época eram a norma. Defensores passavam inúmeras noites em branco e reviviam pesadelos no relvado. Jorge não se atmorizou. Jorge enfrentou o desafio de deixar Supermário em branco por uma jornada. Jorge elaborou um plano. Plano que iria deixar o seu nome na história como "O Homem Que Não Jogando No Campomaiorense Conseguiu Anular Mário Jardel Sem Ser À Porrada" (já agora, alvíssaras para o outro Soares, José).

O plano era simples. O plano era genial. O plano era infalível. O plano era saltar 15 minutos antes de Jardigol, aquando de um cruzamento para a área. Soares teria a certeza que iria ficar imortalizado nesse momento. Imortalizado ficou.
Sói dizer-se que amiúde Jorge ainda percorre os terrenos do defunto Estádio da Luz à procura de Mário Jardel.

Se algum dia o encontrares, Jorge, dá-lhe um bacalhau.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Yohanna Buba


Antes de mais, urge explicar que Yohanna Buba já merecia um post antes do Beira-Mar X Sporting de 27.10.06.

Posto isto, vamos iniciar mais uma verborreia desnecessária e pretensiosa sobre mais um profissional do esférico:

Em tempos idos, já nos debruçámos por diversas vezes sobre o que completa a essência de um cromo. Ou seja, o que torna de facto, um acariciador da redondinha comum num cromo? Várias respostas surgiram, umas piores, outras ainda piores. Porém, olhando para o defesa central dos indomáveis canarinhos da lusa Veneza, cedo chegamos à conclusão de que estamos na presença da grandiosidade em forma de um insuspeito corpo humano.

Escurinho como as hipóteses de manutenção da squadra-catenaccio-powered avense do maquiavélico Professor Neca, desajeitadinho como o barbeiro que Paulo Bento partilha com Pipi (Já agora,belo apodo.Pipi.Muito másculo.Boa.) Romagnoli, alto e desengonçado como o ex-Jardel Light/actual anónimo funcionário da Exponor Vinha, e com um nome capaz de rivalizar com o ex-feirense Bento do Ó (A sério...quem é que se chama Buba?Mas quem, catano?E porquê?!?), Yohanna está, como muitos outros, a um bigode da imortalidade.

Porém, e como o gajo realmente é tão pretinho que o bigode não se iria ver de qualquer forma, Bubigol decidiu estampar o seu nome na t-shirt da imortalidade de outra maneira: Decidiu ser a versão Séc.XXI de Ivo Damas. Estranhamente o Sporting de Lisboa volta a estar ligado ao caso, mas doutro prisma. Tão ou mais desagradável que o anterior. Isto por muito desagradável que seja ter o Ivo "Meteorito" Damas no plantel, claro.

sexta-feira, outubro 13, 2006

À Beira-Mar há Cromos para vender e para dar



Bravo e pegajoso defesa, os imberbes esboços de ataque dos opositores esbarravam nesta torre de betão. O hercúleo bastião defensivo era todo um ícone 80's fashion que estudou pela mais actualizada e completa enciclopédia de ridículos enfeites capilares, contrastando com o seu sóbrio e compenetrado moustache sul-americano.

terça-feira, setembro 19, 2006

Quem é quem?











Alguém se lembra dele?
Ou melhor... Alguém se conseguiu esquecer dele?

domingo, maio 28, 2006

Seis dedos de uma mão disfuncional

Vinagre é um condimento indispensável para uma alimentação correcta e saborosa. Pena é não ser um condimento apreciado numa defesa que aspira a ser algo mais que medíocre. Regar um muro defensivo a Vinagre é uma certidão de óbito para o batimento cardíaco de qualquer Mijter que se preze.
Com Vinagre, o mel sabe a fel.

Constantino fazia gala de um nome sui generis e um talento sobrenatural para fazer mossa na chapa contrária. Mítico avançado da colectividade abençoada pela Petrogal, salpicava terrenos que só os grandes podem pisar com velocidade de ponta e faro para o golo.
Constantino era pequenino, mas a muitos torceu o pepino.

Rodolfo era um cepo centrocampista que não era bom a atacar, nem a defender, antes pelo contrário.
Parte do mítico pack Amadora-Antas que levou o extremíssimo extremo Paulo Ferreira à Invicta passar férias, Rodolfo assumiu-se como um excelente motivo para os grandes repensarem toda a sua política de contratações durante anos. Ou então não. Mas deveria ter sido. O ponto alto da sua carreira foi quando Rubens Jr e Cajú chamaram a atenção do restante plantel Dragão que Rodolfo era parecido com um jovem Carlos Barroca sem barba. Finalmente sob as luzes da ribalta.
Actualmente estará provavelmente acampado à porta do Estádio da Luz desde o momento em que Fernando Santos decidiu arruinar mais uma época em Lisboa. Procurando mais um tacho, Rodolfo parece ter motivos para sorrir. E Paulo Ferreira já esfrega as mãos de contente.

Passamos agora do terço ao garrafão e falamos de mais uma personagem marcante da bola lusitana. Luís Carlos fez garbo do seu pé esquerdo para espalhar beleza e esplendor em campo, e da mão esquerda para segurar a garrafa de tintol, cujo conteúdo escorregava tão bem pela sua garganta. Provavelmente um dos piores jogadores de sempre a alinhar pelas Quinas, (olá, Skoda!) Luís Carlos destacava-se mais pelo seu ar de papalvo do que propriamente por algo do positivo que tenha alguma vez feito. Numa carreira recheada de altos e baixos, nada ficou mais recheado aquando da sua passagem pelos clubes que lhe deram guarida do que a conta do bar dos mesmos. E para o Luís do Garrafão nada nada nada??

Milovanovic chegou ao Berço da Nação com estatuto de estrela, e cedo confirmou as suas credenciais. Um estratega por referência, Milo servia senhores do nível de David Paas e Riva com colher de ouro. Porém, o problema não era a colher, era mesmo o que esta continha. Paas e Riva desesperavam com tanta parra e pouca uva. Fazendo gala da sua fronha de agente da Gestapo de fama nazi, Milo tentava impôr-se através da sua feiura, visto o futebol amiúde não chegar. Mas até aí foi curto e a bola fez-lhe vistas grossas. Milo, foste grande, apesar de tudo.

Martin, o Pringle, foi dos jogadores mais hilariantes da longa história da bola lusitana. Alto, desajeitado, com a técnica de um central e QI inferior ao número de pontos do Penafiel na Liga 05/06, este ex-carteiro sueco nunca conseguiu levar as cartas ao seu destino, ficando-se apenas por mostrar ao mundo o grande postal que era. Destacado pela imprensa desportiva de Lisboa como a resposta benfiquista ao portista Mário Jardel, revelou-se antes a resposta dos mesmos a Ronald Baroni. O ocasional golo não deu para disfarçar o facto que o clube lisboeta tinha finalmente encontrado um jogador que fosse tão mau no ataque como Jorge Soares era na defesa, contribuindo assim para o equilíbrio do plantel.

sábado, abril 29, 2006

Salada de Frutas

Salam Sow, o mago africano.
Pleno de pujança, força e tranças, este 10 guineense chegou a Belém, terra onde Jesus nasceu, cheio de promessa.
Mas promessa não paga dívida, e o bom do Salam ficou em dívida para com os adeptos que gostam de bom futebol. Pois de boas intenções está o inferno cheio.

Ricardo, o Carvalho, tinha um caniche em cima da cabeça, nos tempos da colectividade de Leça da Palmeira. Essa pequena deficiência capilar foi quiçá incentivada pelo anafado Jefferson, jogador que não deixou saudades, mas deixou concerteza um belo rasto de azeite.

Velli Kassoumov, um ponta de lança de reputação, chegou a Setúbal com o golo no coração. Porém, o coração sozinho já não chegava, pois o seu joelho o do Esmantorras imitava. Velli era azeri, mas a sua saúde já não morava aqui.

João Manuel Pinto. Este senhor formava uma aliança com o salgueirista Marcos Severo, que tinha o intuito de manter o espírito de Eric "Eurico" Cantona vivo nas jornadas lusas. Porém, dizia-se à boca pequena que afinal as usuais golinhas levantadas não eram senão uma forma de impedir que o gel escorresse do cabelo para a camisola.
Com golinha ou sem ela, o outro dos outros Joões Pintos tinha a capacidade de fazer rir as bancadas pela sua forma peculiar de interpretar esse belo e didáctico jogo a que chamamos futebol. Por outras palavras, o tipo era uma nódoa.
Depois de deixar a sua marca na Invicta cidade como ponta de lança nas horas vagas, este vagabundo do rectângulo rumou a Sul para criar uma inolvidável dupla de nódoas centrais com "O Rim" Argel e formar uma "clique" de frequentadores de tascas com Fernando Aguiar e Pesaresi. Tudo isto na inolvidável época de 2001/02 para os lados da Luz, que viu emergir do nada dois sucessores de Amál...perdão, Eusébio: Pepa e Mawete Júnior, a dupla ofensiva do Dream Team/Benfica Europeu de início de Século.

Finalizando com fogo de artifício técnico-táctico, vou abrir-vos o meu coração torturado pelas vicissitudes da vida e dizer-vos com toda a frontalidade que o Rui Campos só está aqui, porque tem uma expressão de derrotado da vida de sobremaneira depressiva. Para além disso, (tal como o Emanuel do sempre pujante e vitaminado Académico de Viseu no posto anterior) o homem parece ter no mínimo idade para ser pai de metade do plantel da equipa que com galhardia representa.

É assim a vida. Mais curta que comprida.

Sinais do tempo

Emanuel.
Viseu.
26 anos.

26 anos,perguntam vocês???VINTE E SEIS?

Pois é.Sinais do tempo.

Estamos no Século XXI, em que os jogadores se pavoneiam pelos relvados com caras de putos e adornos mil. Mas nem sempre foi assim...um artista da bola com esta fronha nos tempos que correm, seria imediatamente catalogado de trintão. Mas tinha 26 anos apenas, era um jovem cheio de sonhos, ideais, e bigode rançoso com resíduos de sopa do almoço e bejeca do jantar.

26 anos?Para todos os que acreditam que Esmantorras tem menos de 32.

sábado, março 11, 2006

Lula, o homem que pula

Lula tinha estilo,mas não era só estilo.
Lula andava sempre na moda,mas não era de modas.

A década de 80, inesquecível pelos bigodes farfalhudos, penteados ridículos, sintetizadores, os caracóis de João Broas Pinto, gravatas fininhas, José Cid, Heróis do Mar, Júlio Isidro, relógios com calculadora Casio e sapatilhas Sanjo, estava a chegar ao seu final. Para celebrar o advento da nova década, o Brasil, país irmão e pátria de Dacroce, enviou-nos um presente.

Alvíssaras!A quase bela Vila Nova de Famalicão, sempre ambiciosa e orgulhosa, foi a destinatária deste presente de bigodinho cuidado. Altos voos previam-se para o FCF. A terceira Divisão Nacional era um palco pequeno demais para este horto municipal de verdejantes e frondosos talentos, e a ascenção meteórica deu-se com toda a naturalidade.

Contando com talentos como o marialva Ben-Hur, o talhante Tanta, o possante Medane, o simbólico símbolo Carlos Fonseca, o errático goleador e benfiquista desde pequenino(tal qual Mike Tyson) Celestino, o calvo estratega Cacioli, Genaldson Sousa e o velocíssimo madridista Carlos Secretário, a equipa de Famalicão brilhou cromáticamente durante o início da década de 90 na liga maior da bola lusitana. Arrisco mesmo a dizer que juntamente com o Leça, a agramiação famalicense é o maior viveiro de cromos da bola lusa, segundo o medidor oficial internacional da FIFA do rácio Épocas na I Liga/Cromos no Plantel.

Tanta coisa para agora estarem de volta às divisões secundárias e contarem com jogadores chamados Kiwi e o camandro. Enfim. Voltando à lula fria.

Lula era a tampa que impedia os avançados adversários de meterem a mão no jarro. Como se quer numa boa tampa, Lula era duro e difícil de abrir. Inflexível e mantinha os alimentos em pleno ponto de rebuçado.

Fazendo uso da sua ruiva carapinha, um bom sentido de canela e um bigode afirmativo, Lula deu o salto. Não um salto tipo cabeçada do Mantorras, quando tinha dois joelhos(deixem jogar o Mantorras!!), mas um salto para um grande clube. Mas que um, para ser exacto. São Paulo, Santos, Sporting e FCP deram guarida a este vagabundo da bola, com mais ou menos sucesso. Perdão, com menos ou menos sucesso.

Já numa fase posterior à aventura famalicense, Lula trocou o look mandarim por uma frondosa mullet, que teimava em pentear nos intervalos de agressão aos desamparados corpos adversários. Foi mais um fim de bigode.

O desbastar de pilosidades supra-labiais leva à desgraça bolística. Perguntem ao Lula.

sábado, fevereiro 18, 2006

There's only one Jorge Cadete

Hã?Hum?Quem?Onde?Quando?

There's only one Jorge Cadete
He puts the ball in the netty
he's Portuguese and he scores with ease
Walking in Cadete wonderland

O Miguel também não merecia isto. Um cromo per se.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

quinta-feira, dezembro 08, 2005

muito Couto,mas pouco Souto


Fernando Couto. Mítico central dos anos 90 da nossa bola. Imperial e imponente. Seguro e poderoso.
Seguro?
Ma non troppo.

Fernando Couto evoluiu nos juniores do Porto, tal como o seu irmão gémeo malévolo, Fernando Souto.

Fernando Souto era um defensor limpo, correcto. Tudo o que o seu irmão Couto sempre odiou e desprezou num colega de equipa.

Souto, com pézinhos de lã, foi conquistanto o seu espaço. O próprio Senhor Professor Gabriel Alves o qualificou como um "ohhhh...jovem com potencial...reparem na qualidade geofísica na excelsa arte do passe sapientemente endossado...19 anos de poder físico com um penteado que transpira confiança e salubridade!".
Couto sentia-se ameaçado. Sentia os olhares de lado no balneário portista, qual pária desgraçado. Eis que teve uma brilhante ideia: ligar a Vittorino Gonzaga, italiano senhor da máfia Amarantina. (ver foto)

O objectivo era partir as rótulas a Souto, para que o seu irmão gémeo pudesse ser de novo o central da moda lusa.

Souto passou ao lado de uma carreira mediana, enquanto Couto distribuiu porrada pelos maiores palcos da Europa e do Mundo. Couto sorria enquanto penteava uma teimosa melena. Souto chupava no dedo grande enquanto balancava em posição fetal num canto escuro de uma cave mal iluminada em Ovar.

Graças a Vittorino Gonzaga, o solucionador de problemas.

Couto, o aprendiz


Esta poderia ser uma reunião de antigos centrais lusos na defesa duma causa comum: ‘Não deixem jogar os mantorras!’ Reparem nos bigodes, no franzir da sobrancelha e no ligeiro esgalhar do lábio, como que a dizer a todos os ‘pinigols’ e ‘postigols’ do mundo: o vosso tronco pode passar mas as pernas ficam!

Couto, agora que percebemos o teu passado, perdoamos-te por todas as rótulas que acariciaste...

segunda-feira, novembro 07, 2005

Dinis, o Central que Deus Quis.

Novo elemento da Cromos da Bola, SAD.

Dinis, o mítico central/arrumador que fez carreira na nossa bola alicerçado no seu aspecto imponente, impulsividade e falta de desodorizante, venceu a luta titânica com "O Bigode" Matias pela vaga no centro da defesa do nosso onze. De 139 excelentes pessoas com demasiado tempo livre, 28 votaram no caro Dinizolas, sendo que as 25 grandes derrotadas votaram no bigode de Matias. Não, a culpa não é do árbitro. Dinis venceu de forma feia, mas justa, e aproveita para dedicar esta selecção à massa associativa.

Já temos a defesa constituida.Nelo, King,Dinis e João "Broas" Pinto enchem de orgulho o treinador Luís Campos, que confia cegamente na baliza inexpugnável à guarda de Zé Miguel.

Proximamente iremos eleger o trinco mais cromo de sempre da Bola de Viriato e Afonso Henriques. Teremos concerteza colossos como Paulinho Santos, Michael Thomas e Oceano na lista, entre outros. Deixem aqui as vossas sugestões para a lista de DEZ a eleger posteriormente. Bem hajam.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Mirko e Putnik













Mirko Soc e Putnik. Decorria a época de 96-97. Por incrível que pareça já lá vai quase uma década.
Estes 2 centrais dos Balcãs, possantes, fizeram furor nos respectivos clubes e divisões.
Denis Putnik - Campeão pelo Hadjuk Split dois anos antes, ao lado de Buturovic, Mornar e outras estrelas, veio para a terra do Presunto...Chaves [José Romão sempre teve olho para grandes contratações, e nessa época vieram Milinkovic, Poleksic, Zoran, Vojkovic e N'tSunda. Um belo rol de vedetas em terras flavienses].
Este Putnik de seus 1,85m ficou por Portugal durante 3 anos. Jogador tosco, mas imperial em bolas altas, e com alguma regularidade [lembro-me de ser titular indiscutível na minha equipa da Liga Fantástica!] marcou presença em todos os campos. Depois de Chaves, Leça foi o destino. Não contente com as aventuras e desventuras de um jogador Multifacetado e MultiNacional, foi jogar para a Ucrânia, e de seguida voltou à bela Croácia, para jogar no Sibenik e terminar a carreira no Imotski! Terra natal de Zvonimir Boban. Deixo-vos uma bela pérola, a foto do estádio deste clube. Qual Braga dos Balcãs!!

Mirko Soc - Depois de Putnik na I Divisão, surgiu Mirko Soc na II Honra. Vindo para uma equipa que fez uma época histórica [uma das últimas boas imagens que o Ac. Viseu deu à nação] foi o esteio da defesa e participou numa equipa com Zé d'aAngola, Chiquinho Carlos, Manu...Mirko Soc, como o nome indica nasceu para o Futebol! 1,90m de altura fizeram ver que a Jugoslávia merece um cantinho no futebol deste país-cantinho.
A prova é que Mirko foi contratado pelo Empoli, Itália.. mas a meio da época voltou a terras de Viriato e Rotundas... e deixou a sua marca!
Mirko, Obrigado pelo teu bom Soc.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Saudades














Esta dupla de centrais deixou muitos adeptos de lágrima no canto do olho.

Saudade, esse sentimento tão Português...
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